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DO LADO DO REGIME

Os ministros da Defesa, da Informação e Turismo, do Exército, da Marinha, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o governador militar de Lisboa, o subsecretário de Estado do Exército e o almirante Henrique Tenreiro fogem pelas traseiras do Ministério do Exército, mandando abrir um buraco na parede, que dá para a biblioteca do ministério da Marinha. Entram numa viatura protegidos por um dos M47. A carrinha leva-os para o Regimento de Lanceiros 2, onde instalam o Posto de Comando das tropas leais ao Governo.

A Fragata “Almirante Gago Coutinho” é deslocada para o Tejo, em frente às forças de Salgueiro Maia instaladas no Terreiro do Paço.

Chega ao Terreiro do Paço uma força liderada por Junqueira dos Reis, 2.º comandante da Região Militar de Lisboa, constituída por 4 carros de combate M47, uma companhia de atiradores do Regimento de Infantaria 1 e alguns pelotões de Polícia Militar.

Dois dos carros de combate, comandados por Pato Anselmo, colocam-se na Ribeira das Naus, os outros dois, comandados por Romeiras Júnior, posicionam-se na Rua do Arsenal em frente das forças de Salgueiro Maia.

Na Ribeira das Naus apela-se às forças do regime para aderirem à revolta.


Imagem: Blindado do Regimento de Cavalaria de santarém no Terreiro do Paço durante a Revolução dos Cravos
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