Acontecimentos depois de abril

Após a Revolução dos Cravos, o MFA entregou a governação do país a uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo General Spínola. A Junta de Salvação Nacional foi incumbida de proceder à execução do programa do MFA.

Para iniciar o processo democrático em Portugal foram levadas a cabo medidas como: a  abolição da censura e da polícia política, a extinção da Mocidade Portuguesa e Legião Portuguesa, a libertação de presos políticos e a autorização para o regresso de exilados políticos e a autorização para formação de partidos políticos e sindicatos.

O período que sucedeu a abril de 1974 foi bastante conturbado, com uma sucessão de governos provisórios e em que se vivia constante ambiente de agitação revolucionária.

Apesar do ambiente de agitação vivido realizaram-se, a 25 de Abril de 1975, as primeiras eleições livres.  Nestas eleições, procedeu-se à eleição da Assembleia Constituinte que teria a missão de elaborar uma Constituição. Uma Constituição democrática que restabelecia a liberdade de opinião e de expressão, de reunião e associação, garantia a igualdade de género, o direito à vida, à greve e à organização sindical, à educação, à justiça e ao trabalho, à assistência médica e à segurança social e assegurava a participação direta e ativa dos cidadãos nas decisões politicas do país.
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MEMÓRIAS DA REVOLUÇÃO,
um projeto sobre o Processo Revolucionário em Curso

A RTP conta a história do agitado Verão Quente e do PREC - Processo Revolucionário em Curso.